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domingo, 26 de julho de 2009

Pro dia nascer feliz

Enfim voltando para a minha terapia intensiva.
Finalmente meu computador voltou e agora posso retornar a compartilhar minhas experiências e comentários sem fundamento algum.

Minha última semana foi reveladora em muitos sentidos, acho até que finalmente estou compreendendo Deus - ou talvez apenas aceitando melhor as linhas muito, muito, muito tortas que ele desenha para escrever uma história certa.

É realmente verdade que passamos por situações difícies e muitas vezes desagradáveis que nos faz olhar para o topo do poço e acharmos que é demasiado alto para saírmos dele. Mas acreditem quando digo que tudo vai passar e que esse momento de infelicidade faz apenas parte de um grandioso plano para que coisas melhores aconteçam futuramente. Não é em vão que depois da noite sempre vem o sol.

Por isso, não se preocupe: o dia já vai nascer.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Esperança

Embora eu saiba intimamente que não haverá nada e que me decepcionarei mais uma vez (mais comigo mesmo por manter essa rotina do que com qualquer outra pessoa), puxo, insistente, meu celular de baixo do travesseiro para verificar minhas mensagens e ligações perdidas, e depois (como se a resposta não estivesse suficientemente clara pra mim) verifico meu orkut e MSN, que, assim como o celular, encontram-se tão munidos de informações quanto uma folha de papel em branco.

As pessoas dizem que a esperança é a última que morre. Mas perguntou eu: manter esperança por uma coisa que não vai acontecer, não é mais doloroso? Não seria mais fácil se aceitássemos a verdade inevitável que corre diante de nossos olhos e deixássemos de enganar os nossos próprios sentimentos?

Hoje, digo com convicção a vocês que a esperança é a primeira que mata.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mais vinte e quatro horas, por favor!

Seria muito bom se Deus mudasse de ideia e simplesmente acrescentasse mais dez horas, no mínimo, nas vinte e quatro que já existem. Mas obviamente eu não iria conseguir parar por aí, porque, com o passar do tempo, eu iria reclamar que os dias são rápidos demais e imploraria, como agora, por mais horas adicionais (deve ser por isso que Deus nunca atendeu a esses pedidos).

Tenho que fazer um convite, um site e um cartão; dormir cedo porque amanhã irei na casa de um cliente na Penha (que aliás, eu não faço ideia de como pretendo chegar, uma vez que meus limites de conhecimento territorial acabam muito antes de Madureira); e ainda estou aqui postando (agora que escrevi tudo, me pergunto se eu realmente não deveria estar descansado ou ao menos fazendo alguma coisa realmente produtiva; eu, claro, não tenho juízo algum).

Em meio a todo esse meu caos, venho aqui para revelar duas coisas que descobri sobre eu mesmo hoje: primeira, eu realmente gosto de ser design gráfico - e acreditem quando digo estar surpreso com essa declaração porque lutei com todos os meus esforços para não me envolver com esse mundo (vendo em uma nova perspectiva, acho que não lutei com tanto esforço assim, afinal); e segunda, eu sou ridiculamente metido quando falo sobre layouts, papéis, cores e cortes. Percebi que enquanto falava que cartão em papel reciclado estava super na moda, eu estava praticamente sendo a versão masculina da Coco Chanel dos Cartões.

Mas agora eu tô indo dormir. De verdade.
Até amanhã.

domingo, 12 de julho de 2009

Quando aceitar um perdão?

Hoje acordei super mal. Tive pesadelos a noite toda e quando levantei da cama, havia um peso no meu peito. Olhei pro meu celular: nenhuma ligação ou mensagem. Liguei o computador: nada no MSN ou Orkut. Nenhum sinal de vida. Então, imagens começaram a vagar por minha mente. Imagens de coisas ruins de coisas que me fizeram. E as palavras usadas para ocultar a verdade vieram logo em seguida, ecoando como um mantra medonho. Logo passei a me perguntar se eu realmente havia perdoado os fatos em questão e descobri que não sei o verdadeiro significado do perdão. O perdão é sincero mesmo quando você continua profundamente magoado?

Todas as vezes que aceitei desculpas e perdões foram sinceras, mesmo que fazer isso provocasse uma dor ainda maior em mim. Mas o tempo passa e dor não se vai, não morre.

Minha primeira atitude foi pesquisar na internet o que os estudiosos falam, e a única conclusão que cheguei foi que talvez minha dor seja tão grande que eu realmente deveria fazer terapia. Não é fácil fingir que nada ocorreu. Vivo com a sensação de que isso sempre vai acontecer comigo. E tenho medo de que nunca mais volte a confiar em alguém. Não é isso que eu quero. Queria ter a certeza de que consigo superar isso. De que tudo vai passar. Gostaria de não pensar nessas coisas, mas aí os erros não mudam e você começa a se perguntar se quem os cometem realmente se importa com você. Gostaria de acreditar que sim, mas, quando é apenas eu dizendo isso pra mim mesmo, não parece ser tão verdade.

Tá fazendo frio e eu vou colocar um casaco. Mais tarde eu volto.

NP (Nota Particular - acabei de inventar isso, rsrsrsrs): Acho que tô começando a me relacionar melhor com o título.

sábado, 11 de julho de 2009

Escrevendo no título só pra ocupar o espaço...

Eu sinceramente não botava fé nesse show do Roberto Carlos no Maracanã, ele não tem cara de Maracanã e nem suas canções.

Quando penso em Maracanã penso em dezenas de centenas de pessoas pulando, cantando e berrando como desvairadas, não em dezenas de centenas de pessoas sentadas, patéticamente comportadas, em cadeiras espalhadas pelo gramado vestindo CAPAS DE CHUVA. Estou até agora inconformado com as capas de chuva, isso desvaloriza completamente a imagem do nosso estádio. Cadê a desorganização? Os maus educados em pé nas cadeiras, atrapalhando a visão das pessoas nas fileiras antecedentes? Até o coro da platéia do Roberto Carlos era bem afinada (a Globo deve ter feito um teste com todos na hora de comprar o ingresso: você canta bem, pode comprar... você não, desafinou muito, desculpe, fica pra próxima oportunidade...). E, o pior de tudo, não houve nenhum grito de "maconha" quando ele cantou o refrão de "É Proíbido Fumar". Como assim?

Então ocorreu o ápice: minha mãe começa a gritar desesperada por mim. Levanto-me do computador quase correndo (mentira porque sabia que tinha alguma coisa haver com o show e por isso não me preocupei tanto), e quando chego no quarto dela, a encontro sentada perto do computador, o rosto varrido por lágrimas, os olhos vermelhos. Na televisão, Roberto Carlos e Erasmo Carlos dividiam o palco entre música, choros e abraços. Minha mãe estava completamente desconsolada, arrependida profundamente por não ter ido ao show. E o que é incrível foi que até eu fiquei ligeiramente arrependido por não ter ido. E o pior é que nem minha mãe e nem eu (e nem tantos outros que com certeza se arrependeram de não terem ido ao evento) teremos uma segunda oportunidade. Eu nem sou fã dele, mas sei lá, já estou tão acostumado a assistir shows no Maracanã que não ter ido neste está me incomodando um pouquinho.

Bom, vou assistir um DVD e dormir enquanto assisto (meu novo hobby).

Beijo.

Cumprindo minha primeira promessa...

Uma coisa com a qual eu não consigo me conformar: como uma pessoa que trata alguém mal pode querer ser tratado bem?

As pessoas que agem de forma errada são normalmente as que se irritam quando outras agem da mesma forma que elas, o que sinceramente me incomoda. Quero dizer, como alguém pode se irritar por uma atitude que também cometeu?

Essas pessoas normalmente criam as leis, mas nunca as seguem (provavelmente porque nunca aprenderam que devemos tratar as pessoas da forma como gostaríamos de ser tratados). Como podem cobrar algo que elas mesmas não fazem?

Eu gostaria de acreditar que um dia os olhos dessas pessoas se abrirão e perceberão, então, os erros que vieram cometendo ao longo dos anos. Mas eu desejo que, mais do que isso, elas compreendam que é necessário mudar e que realmente mudem.

Mas notem: não é pecado errar, exceto quando faz outra pessoa sangrar.

Beijo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Nunca sei o que colocar

Os blogs deveriam vir com a opção de título nas configurações: ou a pessoa ativa esse conteúdo em suas postagens ou não. Eu me sinto obrigado a colocar alguma coisa porque fica aquele espaço branco lá em cima chamando minha atenção como se estivesse gritando: me preencha, me preencha, me preencha!!!
Fiz um péssimo título, eu sei, mas foi só pra ele calar a boca.

Enfim...
Essa é mais uma tentativa minha de fazer um blogger; e espero não desistir no meio do caminho como tantas outras coisas que deixei para trás.

Mas agora eu tô indo dormir. Amanhã eu posto. Eu juro que posto. Eu acho.

Beijo.