Eu sinceramente não botava fé nesse show do Roberto Carlos no Maracanã, ele não tem cara de Maracanã e nem suas canções.
Quando penso em Maracanã penso em dezenas de centenas de pessoas pulando, cantando e berrando como desvairadas, não em dezenas de centenas de pessoas sentadas, patéticamente comportadas, em cadeiras espalhadas pelo gramado vestindo CAPAS DE CHUVA. Estou até agora inconformado com as capas de chuva, isso desvaloriza completamente a imagem do nosso estádio. Cadê a desorganização? Os maus educados em pé nas cadeiras, atrapalhando a visão das pessoas nas fileiras antecedentes? Até o coro da platéia do Roberto Carlos era bem afinada (a Globo deve ter feito um teste com todos na hora de comprar o ingresso: você canta bem, pode comprar... você não, desafinou muito, desculpe, fica pra próxima oportunidade...). E, o pior de tudo, não houve nenhum grito de "maconha" quando ele cantou o refrão de "É Proíbido Fumar". Como assim?
Então ocorreu o ápice: minha mãe começa a gritar desesperada por mim. Levanto-me do computador quase correndo (mentira porque sabia que tinha alguma coisa haver com o show e por isso não me preocupei tanto), e quando chego no quarto dela, a encontro sentada perto do computador, o rosto varrido por lágrimas, os olhos vermelhos. Na televisão, Roberto Carlos e Erasmo Carlos dividiam o palco entre música, choros e abraços. Minha mãe estava completamente desconsolada, arrependida profundamente por não ter ido ao show. E o que é incrível foi que até eu fiquei ligeiramente arrependido por não ter ido. E o pior é que nem minha mãe e nem eu (e nem tantos outros que com certeza se arrependeram de não terem ido ao evento) teremos uma segunda oportunidade. Eu nem sou fã dele, mas sei lá, já estou tão acostumado a assistir shows no Maracanã que não ter ido neste está me incomodando um pouquinho.
Bom, vou assistir um DVD e dormir enquanto assisto (meu novo hobby).
Beijo.
Quando penso em Maracanã penso em dezenas de centenas de pessoas pulando, cantando e berrando como desvairadas, não em dezenas de centenas de pessoas sentadas, patéticamente comportadas, em cadeiras espalhadas pelo gramado vestindo CAPAS DE CHUVA. Estou até agora inconformado com as capas de chuva, isso desvaloriza completamente a imagem do nosso estádio. Cadê a desorganização? Os maus educados em pé nas cadeiras, atrapalhando a visão das pessoas nas fileiras antecedentes? Até o coro da platéia do Roberto Carlos era bem afinada (a Globo deve ter feito um teste com todos na hora de comprar o ingresso: você canta bem, pode comprar... você não, desafinou muito, desculpe, fica pra próxima oportunidade...). E, o pior de tudo, não houve nenhum grito de "maconha" quando ele cantou o refrão de "É Proíbido Fumar". Como assim?
Então ocorreu o ápice: minha mãe começa a gritar desesperada por mim. Levanto-me do computador quase correndo (mentira porque sabia que tinha alguma coisa haver com o show e por isso não me preocupei tanto), e quando chego no quarto dela, a encontro sentada perto do computador, o rosto varrido por lágrimas, os olhos vermelhos. Na televisão, Roberto Carlos e Erasmo Carlos dividiam o palco entre música, choros e abraços. Minha mãe estava completamente desconsolada, arrependida profundamente por não ter ido ao show. E o que é incrível foi que até eu fiquei ligeiramente arrependido por não ter ido. E o pior é que nem minha mãe e nem eu (e nem tantos outros que com certeza se arrependeram de não terem ido ao evento) teremos uma segunda oportunidade. Eu nem sou fã dele, mas sei lá, já estou tão acostumado a assistir shows no Maracanã que não ter ido neste está me incomodando um pouquinho.
Bom, vou assistir um DVD e dormir enquanto assisto (meu novo hobby).
Beijo.
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