Sentindo como se não escrevesse aqui há séculos, o que, para a cronologia da internet, não deixa de ser verdade; seis dias após a última postagem (se minhas contas básicas de matemática não estiverem erradas, o que há uma grande probabilidade se considerando a rapidez com a qual a fiz), cá estou eu novamente.
Não tenho muita coisa a dizer. Semana tem sido corrida. Mal acordo e o dia já terminou. Sinceramente, não sei o que está acontecendo. Os dias estão se esvaindo com muita facilidade. Sinto como se estivesse tentando segurar água com as mãos. É frustrante...
Nessas minhas longas viagens de transporte alternativo, acabei percebendo que um bom livro e um iPod (ou smartphone, no meu caso) fazem total diferença. Em um percurso longo e congestionado, você pode se deixar levar para uma dimensão paralela e tentar tirar da cabeça a impressão de que o ônibus está andando de ré. Embora, é claro, sempre há aquelas exceções em que vale a pena retirar os fones de ouvido e fechar o livro para apreciar por um momento a atuação dos camelôs vendendo suas mercadorias para os passageiros que, no fundo, estão dando tanta atenção a eles quanto dão aos seus votos eleitorais...
Dias destes ocorreu um desses momentos em que precisei tirar um dos fones e erguer os olhos do livro que tinha em mãos, pois, ao contrário do típico camelô que entra oferecendo balas, chocolate e trezentos amendoins por um real, havia embarcado um que trazia consigo uma caixa de papelão com cenouras e batatas. Graças a Deus, ele não ousou vender os legumes aos passageiros: eles serviam apenas como amostra de utilidades para o ralador de legumes e verduras que, segundo ele, era o mesmo que Ana Maria Braga usava em seu programa.
Em breve o governo irá acrescentar barraquinhas de camelôs dentro dos ônibus da linha um-nove-nove.
Depois dessa minha péssima piada, eu vou indo dormir.
Muita coisa a fazer e uma vida pra respirar.
Boa noite.