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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cores divinas

O dia amanheceu em uma mistura homogênea de tons de cinza com dourado ofuscante. Havia riscos também, riscos frios de gotas de chuva que cortavam o céu na diagonal e molhavam o chão seco, levantando poeira e calor.

Adoro olhar para os morros ao redor, nestas ocasiões. Rodeados por pesadas nuvens e iluminados, em pouquíssimas partes, por feiches ofuscantes de luz que fazem o gramado mais alto brilhar sobre o retrato monocromático.

Provavelmente poucas pessoas observam as montanhas em dias nublados. Mas os que as enxergam, não conseguem desprender os olhos porque encontram nela algo que jamais poderiam explicar. Talvez porque enxergam, nesses breves momentos, um vislumbre de Deus ou de suas mãos...

São nessas horas que eu não consigo entender como algumas pessoas ainda insistem em não acreditar em Deus. É como negar a própria existência.

Então me pego questionando: será que essas pessoas não sentem a presença de Deus quando respiram?

Eu vejo os olhos Dele sempre que acordo.
Gostaria que todos vissem também.

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